NÃO DEIXE O AMOR PASSAR
“Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: deus te mandou um presente: o amor.
Por isso, preste atenção nos sinais – não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor.”
(Carlos Drummond de Andrade)
Por Diana, o meu amor.
No final da tarde de domingo, creio, passeávamos pela praia, a Di e eu, estávamos a falar sobre uma tese que ela insiste em fazer-me a mim entender, mas para os meus neurônios pensadores de panelas e afins, é assunto complexo por demais.Em um momento estávamos a sorrir e noutro eu estava no chão aos gritos com um cão enorme sobre mim, uma verdadeira fera, pensei.
Deixei cair uma bolinha que sempre carrego e com a qual faço exercícios nas mãos, a Di foi buscá-la, para isto adiantou-se em alguns passos e quando agachava-se para pegá-la na areia eu percebi um cão enorme e feroz a correr em sua direção.
Fiquei paralisada por alguns segundos, tentando buscar uma saída para que ela ficasse em segurança e encontrei-a, corri com todas as minhas forças e coloquei-me a mim à frente dela, para que o cão viesse ao meu encontro em primeiro ataque, dando-lhe a chance de defesa.
Eu ouvia gritos, o choro urgente e desesperado da Di e, segundos depois, um latir brando, amigável. Não era o cão feroz que percebi, era enorme e assustador à distância, mas nada, além disto, era um Labrador que percebeu-nos e quis brincar, Laila é o seu nome.
Enquanto não tínhamos a certeza do comportamento dócil do cão eu pensei: deve ser esta a impressão que temos quando as tragédias acontecem, quando percebemo-nos, estamos ali, sem controle algum sobre os acontecimentos.
Contudo, restou-me a mim o soldo desta bravata: dores lombares, dores estomacais, dores de cabeça e mais uma internação…
Mas, percebi quão grande e devoto é amor que sinto por Diana Bonatti, dar-lhe-ia a minha vida se preciso fosse, tantas vezes quanto necessário. Sempre.

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